A iniciação sexual de qualquer um é um fato engraçado. Vai me dizer que você também não ficou sonhando com o dia em que, enfim, ia tirar o atraso. Sem contar às pressões que os amigos fazem e aqueles tios chatos nas reuniões de família. Eu tenho um primo que se dizia o “comelão”. Ele vivia falando que pegava várias de minhas amigas. Actually, he did, but not like he said.
Eu sempre falo aqui que mulheres comentam suas relações sexuais com suas amigas e ao contrário dos homens, nós não aumentamos a história. Pelo contrário, se o sexo realmente for bom, nós diminuímos para que essas “amigas” não tenham curiosidade de experimentar nossos parceiros…
Essa era a introdução da cena que eu ia postar. O resto da história é bem bacana. Mas resolvi fazer diferente. Dei um spoiler do que virá nas próximas cenas e contarei uma das passagens mais hilárias da minha vida.
Como vocês sabem, eu larguei a vida de GP. Então, como toda moça direita, tenho que arrumar um sustento. Eu sempre fui sustentada pelos meus programas e por piás que me davam muita sustância.
Homens, embora seja muito gostoso, o gosto é de remédio. Isso vai de encontro com a minha filosofia de que toda mulher deve ser sustentável. Tomou, filha, engole de uma vez. Não deixe sujeira por ai!
Enfim, fui chamada para um processo seletivo de uma vaga no ramo de jornalismo esportivo. Não sou Maria Chuteira, mas adoro sair com jogadores. Se bem que eu já saí com dançarinos, atores, pilotos e por ai vai. Será então que podem me chamar de Maria Sapatilha, Maria Bastidores, Maria Bandeirada, ou coisas do tipo? Ainda bem que só fiz isso em horário de expediente, daí não é considerado auto-satisfação.
Então, tudo correu muito bem até a fase de entrevistas individuais. Mandaram-me procurar uma mulher, que em minha visão, seria a pessoa que me entrevistaria e apenas ela. Fiquei esperando por mais de 15 minutos a pessoa aparecer. Esse povo de Recursos Humanos não são humanos. Eles não se preocupam conosco. Deixam-nos esperando, não ligam se estamos nervosos, só falam bem de nossas qualidades, mas quando viramos as costas falam mal de nós, etc. Isso é muita falta de caráter. Me faz lembrar inclusive eu quanto atendia a clientela.
Teve uma vez que deixei um carinha esperando por 15 minutos, sendo que ele tinha pagado por 30. Fiquei tomando banho e deixei-o na cama, achando que eu estava me enfeitando toda. Ledo engano. Quando eu fui atendê-lo, fi-lo gozar em 5 minutos (tenho uma técnica especial que um dia eu ensino). O cara ficou sem entender nada, começou a chorar na minha frente e me pedir desculpas por tem ejaculado muito cedo. Eu falei que entendia e que a culpa não era dele e que aqueles 5 minutos tinham sido os mais sensacionais da minha vida! O guri ainda me deu US$ 150 de gorjeta, um vale-desconto na concessionária dele e me agradeceu. HAHAHAHHAHAHAHHA Eu saí de lá me achando a mais filha da puta do mundo!
Voltando a linha de raciocínio…
Esperando ainda na salinha da entrevista, eu vi um cara vindo em minha direção. Grisalho, de aproximados 45 anos, pele negra, cavanhaque (aqueles de homem danadão), olhinhos verdes puxados, porte atlético e com um sex appeal do tamanho de um bonde. Um homem como aquele não tinha como eu esquecer. Mas tinha esquecido de onde o conhecia. Durante algum tempo eu fiquei pensando e pensando, considerando todas as possibilidades de lugares que nós provavelmente nos esbarramos…
Assim que eu lembrei a palavra “esbarrar”, os pensamentos da Nívea foram embora. Os da Garota Vendida vieram à tona e ali eu tinha me lembrado de onde eu conhecia esse guri.
Há cerca de um ano atrás, eu conheci o chamado “Capeta em forma de guri”. Acho que não preciso nem falar o porquê dele ser um capeta, né? Fogo, sacanagem, orgia, muita sacanagem e suor foram às palavras que montaram esse quebra-cabeça e que eu presenciei todas elas com esse carinha. Pra vocês terem noção, eu dava uma pontuação tão baixa para ele no Big BoS, toda vez que ir à Casa, para as outras gurias não descobrirem que aquele piá era o melhor sexo da cidade. Tá, eu sou egoísta! Ele sempre ficava puto com as minhas notas, eu o incentivava para voltar mais vezes e o sexo melhorava mais e mais.
Ele entrou em uma sala e logo em seguida uma mulher chamou o meu nome e me mandou entrar nessa mesma sala que ele havia entrado. Resumo da ópera: o cara seria o meu entrevistador, junto com outra mulher (que na semana seguinte eu fui descobrir que era esposa dele).
O “Capeta” ficou tão surpreso em me ver, que de negão ficou albino. Suava mais que gordo em sauna. Seus lábios de grossos ficaram finos e secos e o melhor de tudo: não conseguiu disfarçar nem para a mulher dele que me conhecia.
Acho que vou parar por aqui. Se eu continuar, o post vai ficar muito grande. Prefiro dividi-lo em dois. Prometo que não vou demorar um mês para postar a continuação. Okay?
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Beijos para quem é de beijos e nos esbarramos nas próximas esquinas!
Karina Sakata
agosto 1, 2010 at 5:10 pm
Sei que já é meio tarde, mas não posso deixar de parabenizar pela repaginada do blog, foi de muito bom gosto e percebi que está muito mais animado XD
Pelo post de hoje, percebo que a senhora é egoísta… só espero a continuação da historinha ansiosamente (mesmo que dure dois meses eu espero, tá). Beijos e abraço tia, sucesso.
Deliciosamente Atrevida
agosto 9, 2010 at 9:10 pm
Menina, adoro o seu blog, sempre lia mas nunca dava para comentar. Gosto do seu jeito de escrever, é bom pois desmistifica um pouco a vida de uma GP, que como aqui percebo é normal, cheia de altos e baixos e ainda mais agora que vc tá lutando pra ter uma vida longe dos programas.
Muito legal a sua iniciativa de se abrir conosco!
Beijo Gde!