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“GAROTA VENDIDA” – 1ª Trabalho: A leoa de Ipanema

22 mar

Durante a minha adolescência, muito ouvi falar dos 12 Trabalhos de Hercules. Eu ficava impressionada de como aquele cara viril enfrentava todas aquelas batalhas. Pois bem, cá estou para falar dos “12 Trabalhos de Nívea”.

 

Para que você entenda melhor esta epopéia que me dispus a fazer, ela não tem muita haver com sexo, no sentido literal da palavra, e sim, um sentido mais sexual – de todos os extremos possíveis, partindo do voyerismo até me passar por namorada de um intelectual gay. HAhahaHaHAHAHAH

 

 

Resolvi fazê-los por 3 grandes motivos:

1º: Acumulação primitiva de capital.

2º: Vontade de provocar ainda mais a libido de você, meu fiel degustador, que com certeza vai ficar, digamos, “up high” on the chair ao final de uma rapidinha comigo.

3º: Para ajudar algumas mulheres a apimentar a relação à dois – a arte da sedução aprisiona mais o piá do que abrir logo as pernas e sair sentando em cima dele.

Resolver voltar às origens é algo que nem sempre dá certo. Aliás, no quesito “dar certo” eu sempre “dei” bem certinho, na hora e medida certa. Mas, quando isso envolve uma conotação sexual, ainda mais para alguém já havia encerrado o expediente, é algo que me demandou pensamentos reflexivos por alguns dias.

Tudo isso começou quando eu recebi um telefonema…


 

Um dos meus melhores ex-clientes, que não sabia que eu havia pendurado as calcinhas, me ligou marcando um encontro. Aliás, é bem difícil para uma ex-GP falar para os outros que você não trabalha mais. Homem quando gama em uma Priscila (nome da minha vagina, só para você não esquecer) pára de fuder você e começa a fuder a paciência. Quem nunca teve um sociopata nos seus pés? HAahAHAHAHaHaHAHHAHA

Assim como não podemos sair divulgando nos jornais e mídias socias.

 

Carta ao leitor: “Venho por meio desta declarar que, no dia nove de março de 2011, a garota de programa, conhecida como Shayene Guela-funda, não mais atende programas sexuais. Caso você tenha alguma dúvida, sugestão ou reclamação, entre em contato com a nossa ouvidoria.”

Hilário, né?

 

Ou seja, estamos fudidas (não nesse sentido, tá!?).

Resolvi ir ao jantar sem falar para o guri que eu estava aposentada.

 

Eu estava me uma das Helenas de Manuel Carlos. Tudo muito bom, tudo muito chique, até a hora que o Paulo, nome da personagem principal desta cena, pediu a conta.

Essa é senha para qualquer GP ir ao banheiro, refazer a make-up, dar uma ajeitadinha na calcinha e partir para a missão. Mas como eu iria comunicar que não haveria missão?

 

Na verdade, quando ele pediu a conta eu interrompi e abri o jogo:

_Paulo, querido, seguinte, eu não vou te dar hoje.  – Disse a Nívea grossamente curta e objetiva.

_Hã? E quem falou pra você me dar alguma coisa mulher? Eu to ligado que você não é mais GP.  Eu acompanho o teu blog. – Disse ele de forma descontraída.

_Sério? Não sabia que meus clientes acompanhavam o blog. Tem um post lá que é dedicado a ti, guri – Demos uma mentidinha básica pra deixar o ambiente mais agradável.

_É o seguinte, eu tenho uma proposta pra você. Você não sabe, mas eu sou gay…

_Opa, opa, opa, guenta ai. Você é o que? GAY? Como é possível isso? Eu dou pra você há anos. Alias, você já me analisou mais profundamente que a minha Ginecologia.  – Disse a Garota Vendida atônita.

_Eu sempre fui gay. Mas um gay que gosta de transar com mulheres também. Gosto de me sentir desejado por mulheres. Isso de uma forma estranha massageia o meu ego. Eu penso assim: se eu for sexualmente atraente para uma mulher e conseguir transar com ela, independente da minha orientação sexual,  eu consigo conquistar qualquer homem.

 

Esse foi de longe o papo mais bizarro que eu já tive -  olha que já ouvi muita coisa nessa vida.

 

_Então, o que eu quero te propor é que você se passe por minha namorada perante a minha família. Missãozinha tranquilassa, Nívea. A cada jantar que eu precisar de você, eu te pago R$ 10.000, já incluso o preço do taxi e roupa apropriada para o evento. Cada beijo na boca eu te pago R$ 100,00 e se precisarmos ir pro quarto da casa dos meus pais, para fingirmos que estamos transando, você leva R$ 1.000. Topa?

Dizem que o empreendedor é aquele que enxerga nas atividades mais triviais da vida, uma oportunidade de inovar e subverter a lógica de mercado. Resolvei empreender!

 

Então, eu vi nisso uma boa chance de ganhar um dinheiro e acima de tudo me divertir.

Errado ou não, certo ou não, eu não sei. Só sei que esse foi o primeiro dos “12 Trabalho de Nívea”.

Espero que tenha gostado!

 

Beijos para quem é de beijos e nos esbarramos nas próximas esquinas!

 
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Publicado por em março 22, 2011 em Uncategorized

 

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