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“GAROTA VENDIDA” – 2ª Trabalho: A hidra de Copa – Part. I

30 abr

Às vezes eu sinto que a minha vida é uma novela. Acho que é por isso que sempre a dividi em cenas e atos. Aliás, qual foi a cena e ato mais importante de sua vida?

Nem preciso dizer que na minha vida todas as cenas foram e são importantes. Não sei muito bem o que seria de mim se não tivesse as vividos tão intensamente – provavelmente seria mais uma na multidão.

O bom de ser uma personagem é poder, em vários momentos, inventar outras personagens.  Quem um dia nunca acordou querendo ser outra pessoa? Eu já quis ser ruiva, negra, gorda, alta, magra, loira e até mesmo homem. If I were a boy, would I be different?

Que chique isso né? Vai me dizer que algum dia tu já vistes uma GP bilíngüe? Isso sempre foi a minha arma para pegar os clientes mais tops. Lembro de uma vez que um australiano foi lá na Casa, para tirar um leite básico, e ninguém entendi porra nenhuma do que ele tava dizendo. Consegui, em 3 minutos, entender o que ele queria e me certifiquei pessoalmente em atendê-lo. Aliás, foi com esse programa que eu comecei a entender que o boquete da brasileira é diferente. O jeito que eu estava “boquetando-o” fez o carinha começar gritar de tanto prazer que até me assustou. Depois de uma tempo, ele me disse:

_ OH MY GOSH…! I have never met someone who sucked me like you did. What’s your secret, girl? Your tongue has a self life.

HAHhahahahahaHAAHah…! Eu adorei isso. E olha que eu nem usei a Halls Preta.

Hot tips by site muitopimenta.com:

Obs.1: Vale usar gel, com o seu sabor predileto, chupar Halls ou gelo antes e durante o boquete (as sensações são bem prazerosas), lambuzar o pau com leite condensado, calda de chocolate, chantilly, sorvete etc. Ou pode colocar um pouco de vinho em sua boca, depois derrame aos poucos no pau do seu parceiro, então lamba, chupe, mordisque, e repita… Não se esqueça das bolas, pois elas sempre merecem um carinho especial.

Obs.2: NUNCA faça sexo oral em alguém que você NÃO conheça bem, pois quem vê cara nem sempre consegue ver DST (Doenças Sexualmente Transmissíveis). CUIDADO. Nesse caso deverá usar preservativo também para o sexo oral. Isso é importante, mas a vida é sua.

Uma semana depois da cena anterior, eu fiquei ainda com um sentimento estranho dentro de mim. Tipo um gostinho de quero-mais sabe? Po, eu faturei um dinheirão para apenas me passar por namorada de um gayri (Gay + Guri). Achava que ainda daria um caldo isso.

Resolvi dar um pulo na Casa onde eu fazia meus programas e costumava ser gerente. Já tinha muito tempo que eu não voltava mais lá alias – e uma sensação de nostalgia do cacete bateu em mim

Ao chegar a frente da Casa eu fui recebida calorosamente pelo Tomate, um negão de 4 x 4 que era segurança de lá.

Conheci o Tomate muito antes de entrar na Casa. Ele costumava ser o meu agenciador nos tempos que fazia uns freelas – era ele que tinha os contatos quentes. Era muito engraçado o jeito que ele geria os “artistas” dele, já que de tantos trambiques que ele fazia, ele sempre ficava duro – independente de pagarmos para ele uma quantia semanal – e por isso sempre acabava pedindo dinheiro emprestado. Nós éramos três: eu, a Quiqui (a trans mais gostosa que eu já tive o prazer que transar na vida) e o Beto Pitbull (o bicha mais viril que eu já tive o prazer – também – de transar). Assim era a formação do T3 (Trio Ternura do Tomate).  

Se dizem que peixe morre pela boca, “171 mulherengo” morre pelo pinto. O Tomate acabou se engraçando com a mulher de um bicheiro aqui do Rio. Esse bicheiro, que é patrono de uma escola de samba, é muito influente por aqui. É do tipo daqueles que ser quiser manda prender e soltar qualquer um. Então, o Tom acabou comendo a mulher do cara, na quadra de samba do cara. O vacilão foi jurado de morte e teve que sumir do mapa para não acabar no Linha Direta (que bombava na época). Ele resolveu mudar de vida e passar, como ele mesmo dizia, a si “constar isento no IR”.

Quando os T3 terminou logo em seguida eu fui contratada na Casa e acabei levando o Tom comigo para fazer a segurança de lá.

O Espaço continuava do jeitinho que eu deixei. Tinha até o Big BoS lá, intacto marcando a pontuação de todos os clientes do dia anterior.

Fiquei uns 30 minutos chorando e rindo ao mesmo tempo, pensando em tudo que eu havia passado ali, todas as cagadas que eu já havia feito, em todo mundo que eu já tinha dado, em tudo que havia vivido. Assim, não to dizendo que tudo foram flores. Alias, se tivesse que escolhe uma flor, seria aquela cheia de espinhos mesmo.

Após o momento de nostalgia, vi uma guria entrando no hall. Achei aquilo meio estranha já que dificilmente uma mulher entrava lá como cliente e o estabelecimento tinha acabado de abrir.

Eu estava em uma sala espelhada que dava de frente para a hall. Esse lance da sala espelhada também foi uma idéia minha. As GPs viam todo mundo que estava no hall sendo que ninguém via a gente. Era muito bom isso, já que era o momento que escolhíamos quem iríamos comer naquela noite. Era uma coisa meio vouyer que até hoje eu amoooooooooo.

Enfim, não quis me mostrar como a Nívea (chata e sem sal), assim como não queria me mostrar com a Garota Vendida (safada2), então, naquele momento eu resolvi assumir outra personagem…

A Jéssica, uma ruiva sensacional e provocante, saiu da sala vestida com um espartilho branco, cheio de cristais Swarovski, com brincos brilhantes e com um olhar provocante e fatal.

Sempre tive uma tara por mulheres. Como já falei anteriormente, me considero uma máquina total-flex, onde todos os tipos de combustíveis podem me penetrar.

Naquele momento, eu não estava pensando em nada. Não sabia se a guria era cliente ou uma nova GPs da casa. A única coisa que me veio em mente era degustá-la da maneira mais deliciosa possível e acalmar um pouco do meu tesão.

A cama estava fria. Os lençóis cheirosos e arrumados. O quarto nove costumava ser o meu Ninho da Sacanagem – era assim que era popularmente conhecido. Foi lá que eu pude explorar toda a minha sexualidade e amadurecer como pessoa, mãe, mulher, esposa e puta (também).

Rasgar a roupa da guria foi a parte mais fácil do meu show – já havia feito isso dezenas de vezes. A cadeira, que sempre ficava do lado esquerdo à janela servia como uma peça fundamental para as minhas torturas sexuais. Coloquei a menina delicadamente sentadinha e comecei a beijá-la suavemente. Embora aquela transa fosse algo totalmente inesperado, sabia que, de alguma forma, seria única. Sentir os lábios dela aos meus, seu coração rapidamente batendo por mim, era mais que uma cena isolado do meu livro sexual, e sim, um sonho de amor.

(continua…)

Beijos para quem é de beijos e nos esbarramos nas próximas esquinas!

 
4 Comments

Publicado por em abril 30, 2011 em Uncategorized

 

4 respostas para “GAROTA VENDIDA” – 2ª Trabalho: A hidra de Copa – Part. I

  1. Deliciosamente Atrevida

    maio 1, 2011 at 7:26 pm

    Nossa, dá imaginar detalhadamente tudo oq eu você escreve, as sensações são deliciosas!

    Beijo Gde

     
    • garotavendida

      maio 3, 2011 at 7:35 pm

      Então estou conseguindo desempenhar meu papel bem, né?

      Bjão queridoo ou queridaaa (não sei)! :D

       
  2. Rodrigo Minassian

    maio 2, 2011 at 12:39 am

    lí, refleti, Rí, Adorei….
    …cometario continua no proximo post
    tambem vou fazer suspense rsrs

     

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